"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto". (Rui Barbosa)

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

QUERO VOLTAR A ACREDITAR

Quando entrei para o magistério nos idos de 1992, fi-lo porque acreditava muito no poder na educação, acreditava que como professor eu poderia contribuir muito para o desenvolvimento do meu Estado, o Maranhão, pobre, sofrido e sem perspectivas. Tinha então 19 anos, era jovem e cheio de vigor tanto físico quanto intelectual. Nada para mim representava dificuldades, não cria em obstáculos demasiado difíceis. Hoje, infelizmente, devo dizer que sou um profissional extremamente frustrado.
Na escola em que fui lotado, a maior e melhor do meu município, encontrei um clima de total desconfiança com relação a mim e a outros colegas recém-chegados, a maioria jovens. Estávamos cercados por professoras, predominantemente, idosas, doentes e desmotivadas. Essas senhoras, a maioria oriundas dos curso normal, ainda sem curso superior, mostravam-se completamente "acomodadas" e, ao mesmo tempo, incomodadas com a presença de tantos jovens. Incomodadas por imaginar, certamente, que chegávamos para tirá-las do seu "conforto", uma vez que certamente viríamos cheios de idéias e de vontade de transformar a escola, o que faria com que elas tivessem que sair do marasmo em que se encontravam e acompanhar o nosso ritmo.
No início, foi exatamente assim. Naquela época, entretanto, as diretoras podavam toda e qualquer iniciativa mais ousada, por medo e por se sentirem ameaçadas pelos mais jovens. Logo surgiu uma grande novidade, a implantação dos colegiados escolares, prometendo dar à comunidade mais participação e representatividade, dar mais autonomia às escolas e reduzir o poder absoluto dos diretores de escola. Muito bom. Empolgação imediata de todos que se puseram a participar.
Uma das diretoras com quem convivia era o mais puro ceticismo, desdenhava de tudo que surgia como novidade e dizia que não daria certo, justificando que já estava cansada de ver e ouvir promessas governamentais e que a situação nunca mudara. Não acreditava no "poder da educação". Ficava indignado com a pouca fé dela, com o seu descrédito e a repreendia. Ela me desafiava e dizia: "Daqui a algum tempo,você vai me dar razão". Entramos em atrito várias vezes. Ela sempre demonstrando a sua descrença e eu sempre achando que podia mudar aquele estado de coisas. Ela apontava os problemas: a incompetência dos gestores da educação no estado, o envelhecimento do magistério, a falta de investimentos nas escolas, a falta de pessoal administrativo e operacional nas escolas, principalmente. Eu achava que tudo isso seria superado no curto espaço de tempo.
Continuei na sala de aula fazendo meu trabalho sempre de forma empolgada, assistindo à displicência dos colegas, vendo as barbaridades cometidas pelas diretoras, muitas vezes ocupando o cargo apenas pelo apadrilnhamento, a falta de apoio da Seduc e da Diretoria de Educação (que centralizava na época as ações regionais) e o descaso com os alunos, porém nunca deixei de acreditar no poder da mudança.
Depois de 16 anos na sala de aula, tendo partipado ativamente dos projetos escolares, dos colegiados como representante de professores e também do núcleo local do Sindicato dos Professores, fui seduzido pela idéia de ser diretor de escola. Recebi o convite de um político local para a direção da escola em que atuava, cujo cargo ficaria vago, porque a diretora tinha entrado em atrito com o poder local. Aceitei, mais uma vez achando que poderia mudar a realidade da escola.
Assumi e encontrei um clima misto de empolgação e desconfiança, como é comum acontecer com todos os idealistas. Muitos duvidavam que eu durasse no cargo, justamente por meu idealismo e pelas dificuldades que encontraria. Nunca fui de fugir a um desafio, portanto não desisitiria.
Devo confessar que minha missão não foi das mais fáceis. No dia em que assumi o cargo não tinha idéia de que houvesse tantos problemas por trás da administração de uma escola. Lembro-me bem que meu discurso inicial foi cheio de otimismo e de credulidade. Achava realmente que minha autosuficiência seria capaz de resolver todos os problemas. Ledo engano. De uma hora para outra me vi em meio a uma avalanche de problemas, cheio de responsabilidades, de respostas a dar tanto aos superiores quanto à comunidade e sem nenhuma condição de fazê-lo. Escola grande, muita gente "subordinada" a mim, muitos alunos, funcionários mal acostumados, acomodados, poucos recursos disponíveis, pendências deixadas por outras gestões e alguns dispostos a tornar minha vida um inferno. Por outro lado, encontrei também algumas pessoas dispostas a ajudar e a tornar as coisas possíveis. Foi graças a esses que persisti.
Algumas coisas me incomodavam muito, como por exemplo as maçantes reuniões de diretores, promovidas pela Unidade Regional. Cada vez que era convocado, ficava extremamente chateado, não por querer fugir da responsabilidade, mas por saber que seria um dia inteiro desperdiçado com discussões que nada tinham de práticas e que não ajudavam a resolver os problemas. Voltava sempre cheio de papéis, de cobranças inúteis e de pouquíssimas novidades. Sempre considerei essas reunões improdutivas.
Depois de muito tempo cheguei a algumas conclusões, algumas óbvias, porém para um idealista como eu, duras demais para admitir:
1. Os diretores de escolas são pessoas completamente solitárias. Não tem a quem recorrer, pois os seus superiores quando não são incompetentes são negligentes; quando são competentes, não tem poder de ação;
2. Os professores são em sua maioria negligentes, não estão interessados na aprendizagem dos alunos;
3. Os salários são de fato ruins, mas aumentá-los não garante a melhoria da qualidade de ensino;
4. Capacitar professores é equivalente a jogar dinheiro fora, pois eles continuam fazendo as coisas da mesma forma, se não houver uma cobrança de resultados;
5. Os alunos, em sua maioria, estão completamente perdidos, não sabem o que querem e não valorizam o estudo;
6.Os pais pouco se interessam pela educação dos filhos e jogam toda a responsabilidade na escola, de quem cobram apenas que ela "endireite" os seus filhos que eles mesmos trataram de corromper, com o valioso auxílio da sociedade;
7. O Governo está pouco se lixando para a melhoria real da educação, desde que os números sejam favoráveis e que eles possam resultar em mais dinheiro.
8. Os professores estão num mato sem cachorro, acuados, com medo dos alunos, cada vez mais violentos, preguiçosos e mal educados;
9. As escolas estão cheias de coisas "inúteis": computadores, laboratórios de informática, laboratórios de ciências, bibliotecas, e tudo o mais que os professores ignoram, desdenham e se recusam a inserir nas suas práticas diárias;
10. Por mais que se fale que educação é prioridade a cada eleição, a cada início de mandato, não dá mais pra acreditar, pois os políticos simplesmente esquecem disso ao assumir o poder.
Depois de tanto tempo, infelizmente, sou obrigado a admitir que fiz a escolha errada ao entrar para o magistério anos atrás. Sinto-me frustrado, desmotivado, infeliz e fracassado. Já não consigo acreditar na educação como transformadora da sociedade na medida em que a cada dia percebo o quanto o país se distancia deste objetivo. Não consigo vislumbrar num curto prazo uma grande mudança através da educação. Só o que vejo são os prefeitos, governadores, deputados, políticos de modo geral deturpando a idéia de que a educação é a solução para todos os males do Brasil. Infelizmente, não consigo me ver fazendo outra coisa a não ser militando na educação, tentando transformar a vida de jovens sem perspectiva, sem futuro.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O CRAVO NÃO BRIGOU COM A ROSA

De vez em quando é bom refletir sobre o mundo em que vivemos, cheio de regras, de leis, de tabus, de preconceitos. O texto a seguir é um desabafo pertinente de um professor, cansado da hipocrisia do mundo.


O CRAVO NÃO BRIGOU COM A ROSA


Texto de Luiz Antônio Simas

Chegamos ao limite da insanidade da onda do politicamente correto. Soube dia desses que as crianças, nas creches e escolas, não cantam mais O cravo brigou com a rosa. A explicação da professora do filho de um camarada foi comovente: a briga entre o cravo - o homem - e a rosa - a mulher - estimula a violência entre os casais. Na nova letra "o cravo encontrou a rosa/ debaixo de uma sacada/o cravo ficou feliz /e a rosa ficou encantada".

Que diabos é isso? O próximo passo é enquadrar o cravo na Lei Maria da Penha. Será que esses doidos sabem que O cravo brigou com a rosa faz parte de uma suíte de 16 peças que Villa Lobos criou a partir de temas recolhidos no folclore brasileiro?

É Villa Lobos, cacete!

Outra música infantil que mudou de letra foi Samba Lelê. Na versão da minha infância o negócio era o seguinte: Samba Lelê tá doente/ Tá com a cabeça quebrada/ Samba Lelê precisava/ É de umas boas palmadas. A palmada na bunda está proibida. Incita a violência contra a menina Lelê. A tia do maternal agora ensina assim: Samba Lelê tá doente/ Com uma febre malvada/ Assim que a febre passar/ A Lelê vai estudar.

Se eu fosse a Lelê, com uma versão dessas, torcia pra febre não passar nunca. Os amigos sabem de quem é Samba Lelê? Villa Lobos de novo. Podiam até registrar a parceria. Ficaria assim: Samba Lelê, de Heitor Villa Lobos e Tia Nilda do Jardim Escola Criança Feliz.

Comunico também que não se pode mais atirar o pau no gato, já que a música desperta nas crianças o desejo de maltratar os bichinhos. Quem entra na roda dança, nos dias atuais, não pode mais ter sete namorados para se casar com um. Sete namorados é coisa de menina fácil. Ninguém mais é pobre ou rico de marré-de-si, para não despertar na garotada o sentido da desigualdade social entre os homens.

Dia desses alguém [não me lembro exatamente quem se saiu com essa e não procurei a referência no meu babalorixá virtual, Pai Google da Aruanda] foi espinafrado porque disse que ecologia era, nos anos setenta, coisa de viado. Qual é o problema da frase? Ecologia, de fato, era vista como coisa de viado. Eu imagino se meu avô, com a alma de cangaceiro que possuía, soubesse, em mil novecentos e setenta e poucos, que algum filho estava militando na causa da preservação do mico leão dourado, em defesa das bromélias ou coisa que o valha. Bicha louca, diria o velho.

Vivemos tempos de não me toques que eu magôo. Quer dizer que ninguém mais pode usar a expressão coisa de viado? Que me desculpem os paladinos da cartilha da correção, mas isso é uma tremenda babaquice. O politicamente correto é a sepultura do bom humor, da criatividade, da boa sacanagem. A expressão coisa de viado não é, nem a pau (sem duplo sentido), ofensa a bicha alguma.

Daqui a pouco só chamaremos o anão - o popular pintor de roda-pé ou leão de chácara de baile infantil - de deficiente vertical. O crioulo - vulgo picolé de asfalto ou bola sete (depende do peso) - só pode ser chamado de afrodescendente. O branquelo - o famoso branco azedo ou Omo total - é um cidadão caucasiano desprovido de pigmentação mais evidente. A mulher feia - aquela que nasceu pelo avesso, a soldado do quinto batalhão de artilharia pesada, também conhecida como o rascunho do mapa do inferno - é apenas a dona de um padrão divergente dos preceitos estéticos da contemporaneidade. O gordo - outrora conhecido como rolha de poço, chupeta do Vesúvio, Orca, baleia assassina e bujão - é o cidadão que está fora do peso ideal. O magricela não pode ser chamado de morto de fome, pau de virar tripa e Olívia Palito. O careca não é mais o aeroporto de mosquito, tobogã de piolho e pouca telha.

Nas aulas sobre o barroco mineiro, não poderei mais citar o Aleijadinho. Direi o seguinte: o escultor Antônio Francisco Lisboa tinha necessidades especiais... Não dá. O politicamente correto também gera a morte do apelido, essa tradição fabulosa do Brasil.

O recente Estatuto do Torcedor quer, com os olhos gordos na Copa e 2014, disciplinar as manifestações das torcidas de futebol. Ao invés de mandar o juiz pra putaqueopariu e o centroavante pereba tomar no olho do cu, cantaremos nas arquibancadas o allegro da Nona Sinfonia de Beethoven, entremeado pelo coro de Jesus, alegria dos homens, do velho Bach.

Falei em velho Bach e me lembrei de outra. A velhice não existe mais. O sujeito cheio de pelancas, doente, acabado, o famoso pé na cova, aquele que dobrou o Cabo da Boa Esperança, o cliente do seguro funeral, o popular tá mais pra lá do que pra cá, já tem motivos para sorrir na beira da sepultura. A velhice agora é simplesmente a "melhor idade".

Se Deus quiser morreremos, todos, gozando da mais perfeita saúde. Defuntos?

Não. Seremos os inquilinos do condomínio Cidade do pé junto.

Abraços

Luiz Antônio Simas

(Mestre em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor de História do ensino médio).

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

CRACK: PORTA PARA O INFERNO

Semana passada fui surpreendido em minha sala na escola pela figura esquálida de um rapaz que costumo ver pelas ruas, mas de quem não tenho nenhuma proximidade. Chegou meio titubeante, pedindo licença e contando uma história meio duvidosa, porém comovente. Disse que a mãe estava muito doente e que precisava viajar a São Luís urgentemente para tratamento. Acrescentou que alguns dos meus colegas de trabalho já o tinham ajudado, citando inclusive uma que lhe tinha dado vinte reais e que ele estava apelando a mim por saber que eu era uma pessoa que gostava de ajudar aos outros. Não sei se sou assim tão altruísta, mas isso me amoleceu imediatamente o coração. Abri a carteira e tirei de lá vinte reais que entreguei sem questionar. Confesso que nem lembrei na hora de perguntar por detalhes sobre a mãe. Impressionou-me aquela figura esguia, maltratada, quase faminta.
Uns dois dias depois, vi-o na rua e comentei com amigos o que tinha acontecido. Para minha surpresa, soube que o indivíduo sequer tinha mãe, que ele vivia com o pai, viúvo. Comentei sobre o estado físico dele e, para minha surpresa, fui informado de que ele estava usando crack. Fiquei chocado, porém entendi de imadiato o porque do seu estado deplorável.
Fiquei meditando sobre como as coisas mudaram desde que eu era um adolescente bobo. Naquela época, e isso não faz muito tempo, fazíamos coisas que podiam ser consideradas reprováveis, porém nada que se comparasse ao que a juventude de hoje faz. Lembro-me bem de um epísódio que considero marcante. Eu devia ter uns dezesseis anos mais ou menos. Trabalhava numa marcenaria, era aprendiz. Num dia em que estava sozinho, recebi a incumbência de consertar um guarda-roupa para uma cliente, coisa pequena. Fi-lo e entreguei em tempo recorde. A cliente ficou bastante satisfeita. Quando ela questionou sobre o valor do trabalho, não consegui calcular, pois era o primeiro serviço que fazia sozinho. Ela me deu uma quantia bem generosa e ainda uma carteira de cigarros Continental. Parecia coisa fina, pois eu sempre via os homens que jogavam baralho com o meu pai fumando essa marca, que hoje creio não mais existir. Sei que fiz bom uso do dinheiro, mas com os cigarros não sabia bem o que fazer. Só tinha fumado até então passivamente.
Lembrei dos amigos, Jarbas e Jair, dois irmãos, meus vizinhos e parceiros de peladas e outras aventuras. Convidei-os para nos reunirmos à noite na praça principal da cidade, prometi uma surpresa. Estávamos lá, três adolescentes com as caras espinhosas, inexperientes, porém cheios de vigor e de vontade de conquistar o mundo. Quando viram a caixinha, ficaram exultantes. O Jair, mais velho foi logo tomando a iniciativa. Acendeu o primeiro e fez pinta de galã. Fumou com desenvoltura, passando-me em seguida. Experiência horrorosa: engasguei-me, tossi, quase vomitei. Deixei pra eles. Aquela fumaça tinha um cheiro muito ruim e gosto pior ainda. Foi a minha primeira e única experiência com cigarro. Experiência muito ruim. Nunca mais senti vontade de repetir.
Durante toda a minha vida tive asco de cigarro, embora tenha convivido harmoniosamente com fumantes de todas as espécies. Conheço bem os efeitos danosos pra saúde de quem faz uso deles. Meu pai quase perdeu a voz. Foi aconselhado pelo médico a parar ou morrer. Preferiu viver. Isso foi decisivo para a minha convicção de que nunca deveria fumar.
Ao longo da vida, vivi muitas experiências, algumas muito boas, outras muito ruins. Convivi com colegas que evoluíram do cigarro para o baseado, do baseado para fileiras de pó, do pó para outras drogas mais nocivas. Nunca tive vontade nem curiosidade de experimentar nenhuma delas, a não ser uma vez num baile de carnaval, em que para impressionar uma garota dei uma cheirada num lenço embebido em loló. A sensação foi horrível e a menina nem me deu bola. Sempre li bastante sobre o assunto e sobre os males advindos do seu uso. Procuro passar para os meus alunos lições valiosas das experiências que conheço sobre o assunto e fico perplexo quando vejo algum jovem estragando a vida de forma tão boba, por um "prazer" tão repentino.
Infelizmente, tenho visto bem aqui em Vitorino Freire nossa juventude se matando diariamente, enquanto os traficantes se deliciam com os lucros cada vez maiores da degradação humana e a polícia onisciente e, de certo modo, conivente, uma vez que não existe um trabalho de combate, muito menos de prevenção.
Esses dias, a mídia divulgou amplamente um estudo que apresentou conclusões no mínimo chocantes, segundo o qual o crack já se encontra presente em 98% dos muncicípios brasileiros. No Maranhão, já está presente em 115. Agora imaginem: um Estado pobre como o nossosonde os serviços de saúde já são péssimos, onde os indicadores são os piores possíveis, termos nas ruas um exército de viciados. É, sem dúvida, o princípio do fim. Recentemente, a polícia em nossa cidade, apreendeu com um traficante mais de um quilo da droga, o que significa que existe muita gente usando por aqui.
Apavora-me a idéia de ver meus filhos suscetíveis a tudo isso, sendo aliciados pelo tráfico, sendo seduzidos pela falsa idéia do "barato" (nem sei se é assim qua ainda se diz). Sim, porque por mais que eu os eduque, que os ensine a se previnirem, sempre haverá alguém lá fora que fará pressão de todo tipo.
Espero sinceramente que a educação que lhes tenho dado seja tão sólida a ponto de fazê-los resistir. E espero que a sociedade, que os governos acordem para esse problema que é muito grave, como disse o advogado do goleiro Bruno recentemente: "Depois da bomba atômica, a coisa mais destruidora que já inventaram foi o crack". Eu não tenho dúvidas quanto a isso. E chamo atenção para o papel que tem a escola nesse contexto, que é de desenvolver um trabalho de prevenção junto aos alunos e, principalmente, junto aos pais que parecem alheios a tudo isso. Senão, corremos o risco de perder nossa juventude.