"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto". (Rui Barbosa)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

VÃO-SE OS TIRANOS, FICAM OS ÓRFÃOS

Os jornais noticiam hoje a morte do Ditador Norte-Coreano Kim Jong-il, que estava no poder desde 1994 quando sucedeu ao seu pai. Morreu em um trem, aos 69 anos, enquanto visitava uma área próxima da capital, Pyongyang. Era um ditador nos moldes comunistas, daqueles que se mantém no poder por anos graças à força das armas e das ideias. Promovem o culto da própria imagem e fazem o povo acreditar que são verdadeiros “eleitos”. Fazia o povo lhe render homenagens espontâneas ou forçadas. Eram comuns os desfiles militares cheios de pompa.
O povo norte-coreano vive há anos na mais absoluta miséria, desde que o bloco comunista ruiu e com ele as ideias falidas de um mundo “igualitário”. Entretanto, foi chocante ver as pessoas nas ruas da capital e de outras cidades chorando copiosamente a morte de seu “líder”. Um choro sincero e saudoso, como se tivessem perdido aquele que era o sustentáculo de uma nação, porque era assim que ele se apresentava. Para o povo, era um guerreiro que lutava contra o imperialismo capitalista.Para mim, uma enorme contradição num momento em que outros povos derrubam e comemoram a queda de tiranos no Oriente Médio, na chamada Primavera Árabe, e que vejo outras nações começando a contestar o poder absoluto de seus governantes.Na Coréia, nada vai mudar, pelo menos por enquanto, uma vez que o poder será ocupado pelo sucessor imediato de Kim Jong-il, seu filho mais novo, Kim Jong-um, que não parece ser muito diferente do pai. Melhor seria que o povo de lá aproveitasse a oportunidade para expurgar de vez essa praga que são os ditadores.Uma pena que por aqui, algumas ditaduras não caiam nem pela força das ideias, nem pela força do povo e permaneçam no poder há décadas, sem que ninguém os incomode. Refiro-me, principalmente, ao Senador Sarney, donatário do Maranhão e do Amapá, que maltrata o povo brasileiro há tanto tempo e que parece não sentir nem mesmo uma dor na unha. Aqui, sei que com exceção de alguns poucos baba-ovos, ninguém vai chorar a sua morte, ao contrário, vai haver quem queime dúzias e dúzias de fogos.
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Um comentário:

  1. É incrível como ditaduras caem pela força do povo, ditadores morrem, mas nada! absolutamente nada! atinge os nossos tiranos.

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